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Núcleos de confraternização

Livres dos Fardos Religiosos

 

Seria bom se as pessoas pudessem se encontrar em pequenos grupos e compartilhar os problemas uns com os outros, ajudar, consolar, exortar, ensinar, animar uns aos outros e orar uns pelos outros, em vez de ficar só praticando rituais e mais rituais, debaixo das rédeas de uma religião. Você achou isso interessante? Pois saiba que era assim a igreja primitiva.

 

Um núcleo de confraternização é um lugar, onde qualquer quantidade de cristãos, dois, três, quatro ou mais, decidem se encontrar periodicamente, sem vínculo com qualquer organização religiosa, como as primeiras comunidades cristãs. É um ponto de encontro de pessoas que decidem seguir os princípios do evangelho puro.

 

 

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Desc.: Cena de uma reunião da igreja primitiva. Data: 1984. Autor: Jim Padgett. Fonte. Licença CC BY-SA.

Encontramos, no Novo Testamento, a igreja de Jerusalém, Antioquia, Cencréia, Corinto, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia, Laodicéia. (Atos 11.22; Atos 13:1; Romanos 16.1; 1 Coríntios 1.2; 2 Coríntios 1.1; Apocalipse 2.8,12, 18; 3.1,7, 14.) [1]. Ao contrário do que muitos imaginam, não era uma grande igreja local com centenas ou milhares de membros reunidos num único lugar. Muitas vezes, a pessoa pode pensar que, em cada uma dessas cidades, havia uma grande igreja, num determinado endereço. Mas, na verdade, a igreja local era o conjunto de vários e pequenos núcleos de confraternização, geralmente nos lares. Por isso, numa igreja local, não havia apenas um presbítero, mas vários. Por exemplo: em Mileto, um porto do mar Egeu, Paulo mandou chamar os presbíteros da igreja de Éfeso e deu alguns conselhos para eles. (Atos 20:17-35.) [2]. Quando ele escreveu à igreja de Filipos, citou bispos e diáconos que viviam lá. (Filipenses 1.1.) [3]. Por enquanto, podemos dizer que a igreja local neotestamentária não era uma igreja com endereço fixo, mas um conjunto de todos os cristãos de uma determinada cidade, formando vários grupos.

 

Instruindo os seus discípulos, Jesus nunca disse que deveríamos sair pelo mundo construindo templos e instituições religiosas. Um dia, quando ele ia saindo do templo construído por Herodes, disse: “Quanto a estas coisas que vedes, dias virão em que se não deixará pedra sobre pedra que não seja derribada.”  (Lucas 21.6, RC.) [4]. Durante a morte de Jesus, o véu que separava os dois compartimentos do templo se rasgou em dois, de alto a baixo, demonstrando não haver nenhum lugar nos separando de Deus. (Marcos 15.38.) [5].

 

Os cristãos continuaram a frequentar o pátio do templo, pois ainda não estavam totalmente libertos das práticas religiosas judaicas, mas já se encontravam também nas casas. (Atos 2.46 e 5.42.) [6].

 

No ano 79, a profecia de Jesus se cumpriu, e o templo foi destruído pelo imperador romano Tito Flávio Vespasiano, deixando Jerusalém, definitivamente, sem seu templo glorioso. [7]. Eles continuaram se encontrando nas casas e deixaram a prática de frequentar templo de lado, permanecendo assim até o século IV, sem nenhuma igreja construída em forma de edifício.

 

Veja alguns exemplos que mostram a existência de pequenos grupos de cristãos.

 

·       Quando chegou o dia de Pentecostes, todos os seguidores de Jesus estavam reunidos no mesmo lugar, onde foram revestidos do Espírito de Deus. (Atos 2.1-2.) [8].

 

·       “Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade.” “E, todos os dias, no pátio do Templo e de casa em casa, eles continuavam a ensinar e a anunciar a boa notícia a respeito de Jesus, o Messias.” (Atos 2.46; 5.42, NTLH.) [9].

 

·       Pedro, depois de ser milagrosamente liberto de uma prisão por causa do evangelho, foi para a casa de Maria, mãe de João Marcos, onde muitos estavam reunidos em oração. (Atos 12.11-12.) [10].

 

·       Saulo, antes da sua conversão, se esforçava para acabar com a igreja, indo de casa em casa, arrastando homens e mulheres para serem presos. (Atos 8.3.) [11].

 

·       Quando Pedro foi à casa de Cornélio, encontrou muitas pessoas reunidas lá. (Atos 10.27.) [12].

 

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Descrição: São Pedro na Casa de Cornélio. Data: século XIX. Autor: Gustave Doré. Fonte e licença DP.

 

·       Depois que Paulo e Silas saíram da prisão em Filipos, eles foram para a casa de Lídia e animaram os irmãos que ali estavam reunidos. (Atos16.40.) [13].

 

·       Em Tessalônica, Paulo pregou, e muitos se converteram. Mas os judeus ficaram com inveja e procuraram Paulo e Silas na casa de Jasão, provável local de encontro dos cristãos. (Atos 17.5.) [14].

 

·       Em Trôade, Paulo esteve fazendo um discurso num cenáculo (sala de jantar) de uma casa, onde muitos estavam reunidos. (Atos 20.5-8.) [15].

 

·       Paulo disse ter anunciado o evangelho nas casas. (Atos 20.20.) [16].

 

·       Paulo, na carta enviada aos romanos, mandou saudações a Priscila e ao seu marido Áquila e à igreja que se reunia na casa deles. (Romanos 16.3-5.) [17].

 

·       Essa mesma igreja da casa de Áquila e Priscila mandou saudações para os coríntios. (I Coríntios 16.19.) [18].

 

·       Na carta aos cristãos de Colossos, Paulo manda saudações para Ninfa e para a igreja que se reunia na casa dela. (Colossenses 4.15) [19].

 

·       Paulo escreveu uma carta para Filemon e a igreja que se reunia na casa de Filemon. (Filemon 1:1-2.) [20].

 

·       Por causa dessas reuniões nos lares que João disse para não receber certas pessoas falsas em casa. (II João 1. 10.) [21].

 

Observações importantes sobre os núcleos de confraternização.

 

·        Formação. Para formar um núcleo é muito fácil. A pessoa deve anunciar o evangelho simples e original de Jesus para os seus colegas, amigos, parentes e vizinhos. Com o objetivo de ajudar a todos nesse sentido, estamos oferecendo as nossas mensagens, sem nenhum compromisso de ambas as partes. São mensagens simples, claras, ilustradas e objetivas sobre diversos temas, que estarão sendo disponibilizadas no blog Livres dos Fardos Religiosos. Elas podem ser copiadas e distribuídas livremente sem a necessidade de nenhuma autorização ou pagamento, desde que seja informado o autor. Somente não pode ser copiado o site inteiro. Também nenhuma mensagem pode ser modificada e nem vendida sem o nosso consentimento.

 

·        Tamanho. Deve ser formado por pequenos grupos, para estreitar a comunhão entre as pessoas, facilitar o conhecimento uns dos outros, desenvolver a amizade e fazer com que o evangelho seja propagado por todos os lados de uma forma mais dinâmica, simples e praticamente sem nenhum custo financeiro. Numa igreja grande, as pessoas geralmente se sentem mais desligadas umas das outras, e o custo financeiro é muito alto. Por isso, a igreja deve ser formada por pequenos núcleos de confraternização.

 

·        Moderador. Cada grupo deve ter um ou mais moderadores, não para serem donos ou cabeças do grupo, mas apenas para manterem o bom desempenho, sem nenhuma dominação e intransigência.

 

·        Preparação. Por ser uma tarefa descomplicada, usando o evangelho simples, o moderador não precisa fazer nenhum curso teológico. As nossas mensagens, citadas anteriormente, poderão ser úteis nesse sentido.

 

·        Ensino. As nossas mensagens também poderão ser usadas pelo grupo para instruir as pessoas sobre o evangelho original. Cada mensagem poderá ser apresentada e comentada por todos.

 

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Desc.: Mais uma cena de uma reunião da igreja primitiva. Data: 1984. Autor: Jim Padgett. Fonte. Licença CC BY-SA.

 

·        Confraternização. Confraternização é o ato de confraternizar, ou seja, viver unidos como irmãos, conviver, tratar os outros fraternalmente. Nos pequenos grupos, com muito mais facilidade, as pessoas podem orar uns pelos outros, servir, ajudar, consolar, ensinar, admoestar e edificar uns aos outros.

 

·        Reuniões. As reuniões não devem ser reuniões cheias de formalidades. Deve ter a apresentação de alguma mensagem de edificação. As nossas diversas mensagens, como já disse, podem ser utilizadas pelos grupos. As pessoas não devem utilizar aparelhos de som de maneira que perturbem a vizinhança. Pode haver reuniões de oração, louvor, estudo, evangelização e confraternização, tudo com bons modos. As pessoas podem também se reunir para uma refeição, um passeio, um piquenique, um esporte, uma brincadeira, uma visita a algum enfermo do grupo etc. Tudo isso serve para desenvolver um clima de amizade e confraternização entre os membros.

 

·        Locais para reuniões. Por ser um grupo reduzido, a pequena igreja pode se reunir na casa de um ou mais dos participantes, nos parques, nas praças e em qualquer outro lugar, onde seja possível colocar o grupo sem causar perturbações às outras pessoas e danos ao meio ambiente. Apesar de ser uma igreja fixa, não significa que os encontros tenham que ser realizados num único lugar sempre.

 

·        Número de pessoas. Não existe um número exato. Um núcleo pode ter duas, três, quatro ou mais pessoas, mas não deve ser mais do que umas vinte ou no máximo trinta pessoas, pois à medida que vai aumentando, vai se tornando cada vez mais difícil de ser conduzido.

 

·        Crescimento. Apesar do número limitado, o núcleo poderá crescer. É sempre importante anunciar a verdadeira liberdade para outras pessoas, dando a elas a oportunidade de participarem do grupo. Jesus mandou ensinar o seu evangelho para todas as pessoas (Mateus 28.19-20.) Cada membro do grupo pode e deve anunciar o evangelho simples e original de Jesus para os seus colegas, amigos, parentes e vizinhos. Dessa forma, o grupo irá crescer pouco a pouco.

 

·        Divisão. Ninguém é dono do núcleo. Qualquer um que desejar, poderá sair, inclusive, levando pessoas consigo para formarem outro grupo. Isso é bom para impedir que o núcleo se torne grande, dificultando o estreitamento da comunhão. É bom também para que ninguém pense que é dono do grupo. Havendo aumento do número de pessoas, a divisão deve, inclusive, ser incentivada. Se não se dividir, vai se tornar grande, vai precisar de um espaço maior e de muitos outros recursos que vão encarecer e dificultar a sua administração. Além disso, quanto maior for o grupo, mais desligadas as pessoas ficarão umas das outras, e os moderadores poderão perder o controle. Elas não terão mais o mesmo relacionamento existente em um grupo pequeno. Por isso, na medida em que vai crescendo, ele precisa se dividir, formando novos grupos. Não estamos determinando nenhum número exato para que haja uma divisão. Não existe uma regra, mas 20, 25 e no máximo 30 seria um número máximo sugerido.

 

·        Liberdade. Toda pessoa que se converte tem o direito de viver livre das imposições de qualquer organização religiosa. Muitos estão querendo ser dono da igreja de Jesus Cristo. Outros estão querendo ter a exclusividade sobre os seus ensinamentos. Dessa forma, estão dominando e controlando muitas pessoas que querem ser cristãs. Mas não deve ser assim. Cada cristão é como uma ovelha que precisa ser apascentada, mas nunca deve ser explorada ou dominada. Por isso, cada núcleo de confraternização deve ser autônomo e viver desligado de qualquer organização religiosa. Lembrando que estamos oferecendo a nossa ajuda em forma de mensagens, mas nenhum grupo terá nenhuma ligação conosco, a não ser o vínculo do evangelho. Não somos responsáveis por grupo algum e nenhum grupo terá que nos dar satisfação de suas atividades e não terá que nos enviar nenhum dinheiro e nem relatórios. Todos serão livres e darão contas apenas para Deus. Nós apenas estamos ajudando. Nada mais além disso. Cada grupo é responsável pelos seus próprios atos.

 

·        Denominação. O núcleo é apenas um grupinho de amigos em torno do evangelho. Não precisa ter nome, logomarca, slogan ou coisas parecidas, pois não se trata de uma organização religiosa. É apenas um pequeno encontro de cristãos.

 

·        Cadastro. Não precisa cadastrar as pessoas que participarão do grupo.

 

·        Patrimônio. A pequena igreja não precisa ter patrimônio como terrenos, construções, eletroeletrônicos, mídias, etc. Por ser um pequeno grupo, que deve se multiplicar e se dividir sempre, não precisa e não deve ter essas coisas. Cada membro pode utilizar os seus próprios recursos para ajudar o grupo. Por exemplo, quem possui um instrumento musical, um computador ou um aparelho de som pode utilizá-los no grupo. Cada um pode utilizar o que possui no grupo, mas não deve doar essas coisas, pois o grupo não deve ter patrimônio para evitar transtornos na hora da sua divisão em novos grupos.

 

·        Registro. Por ser apenas um pequeno grupo de pessoas sem patrimônio e sem movimentação financeira e sujeita a novas divisões, o núcleo não precisa ser registrado.

 

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Desc.: Confraternizações entre grupos. Data: Julho/2012. Autor: Maralvestos. Licença CC BY-SA.

 

 

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Desc.: Representantes de comunidades cristãs. Data: Julho/2012. Autor: Maralvestos. Licença CC BY-SA.

 

 

·        Roupa do moderador. O moderador não precisa e nem deve se vestir de forma diferente. Não precisa usar nada que possa destacá-lo entre os outros.  Quem possui o dom para apascentar o rebanho de Deus apenas é mais um membro do corpo de Cristo. Não é ninguém maior e mais importante que precisa ser destacado.

 

·        Salário. O moderador do grupo não deve buscar qualquer vantagem financeira. Não é nenhuma tarefa árdua e difícil, que toma todo o tempo da pessoa. Por isso, ele não precisa receber nenhuma remuneração do grupo. Deve orientar as pessoas, voluntariamente, apenas com o desejo de servir a Deus e aos outros.

 

·        Representantes. Cada grupo poderá ter um representante para manter contatos com outros grupos. O representante pode ser o moderador ou qualquer outro membro. Os diversos representantes de um bairro, distrito ou povoado podem escolher um para ser o representante distrital. Os representantes distritais podem escolher um para ser o representante municipal. Os representantes municipais podem eleger um para ser o representante regional. Nenhum representante é dono da igreja ou das igrejas e não pode impor nada. Será apenas um representante voluntário e sem salário algum. Isso é apenas uma sugestão. Não é uma doutrina, regra ou determinação.

 

·        Confraternizações entre grupos. Os grupos ou núcleos de um bairro, distrito, povoado, cidade ou região podem, através de seus representantes, promover encontros em locais apropriados. Podem ser encontros com músicas, esportes, brincadeiras, campanhas de solidariedade, campanhas educativas, etc. Tudo isso é apenas sugestão. A participação é livre. Nada disso pode ser praticado como doutrina, regra ou determinação.

 

·        Hierarquia. Cada grupo é independente. Não está sujeito a nenhuma hierarquia de líderes. Os representantes distritais, municipais, regionais e outros não podem determinar nada. Esses servirão apenas para representar os cristãos de um bairro, povoado, distrito, cidade ou região, ajudando a promover intercâmbios entre todos.

 

·        Prestação de contas. Por ser livre, como já dissemos, nenhum grupo precisa prestar contas para qualquer organização religiosa. Como já foi dito, nós estamos aqui para ajudar. Nenhum moderador, representante ou membro de algum núcleo precisa nos enviar relatório algum. Não precisa nos dar nenhuma satisfação. Nenhum grupo formado onde quer que seja não terá nenhum vínculo conosco, como uma organização religiosa. Cada um é livre para fazer o que quiser. Cada um é responsável pelos seus atos. Apenas estamos oferecendo a nossa ajuda.

 

·        Práticas religiosas. Por ser uma igreja livre, baseada nos ensinos simples e originais de Jesus Cristo, não precisa de leis, preceitos, dogmas, credo e formalidades como forma de reunião, de cumprimento, de oração, etc.; não precisa de dízimos e nem de comercializar coisas; não necessita de locais sagrados, templos, altares, sacerdotes, relíquias, imagens, elementos místicos, etc.; não necessita de orações montadas, músicas exigidas, festividades determinadas como natal, páscoa, semana santa, etc.; não tem necessidade de realizar práticas como fazer procissão, peregrinação, circuncisão, votos, promessas, oferendas, sacrifícios, orações pelos mortos, queima de incenso, velas, penitências como: flagelações, mendicância, celibato, castidade, etc.; não tem necessidade de crisma, confissão, unções, apresentação de crianças, casamento religioso, rituais fúnebres, ordenações, sermões, etc. Além de tudo isso, não precisa realizar batismo e ceias do jeito que estão fazendo em muitas igrejas. As nossas mensagens diversas explicarão melhor cada uma dessas coisas.

 

·        Outros núcleos de confraternização. Outra idéia interessante é criar grupos na Internet, usando as redes sociais, lembrando que nada disso são regras, mas apenas sugestões. Dependendo do lugar e da época, outras formas poderão surgir. Importante é criar oportunidades para que as pessoas possam compartilhar o evangelho simples e original sem nenhuma dominação humana.

 

 

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Desc.: Livres. Data: Agosto/2012. Autor: Maralvestos. Licença CC BY-SA.

Várias igrejas institucionalizadas estão usando pequenos grupos nos lares como um meio de fazer novos adeptos. Seus líderes estão debaixo de uma hierarquia, que alguns preferem chamar de cobertura espiritual. Mas não são grupos livres, pois são células de uma denominação. São apenas uma extensão do sistema eclesiástico. Exemplos: G12, M12, visão celular, etc. [22], [23]. Respeitamos a liberdade que todos têm de fazer parte desse tipo de estrutura eclesial. Todavia, não apoiamos esse tipo de igreja, onde as pessoas não podem desfrutar da plena liberdade.

 

Não fique sozinho na estrada da vida eterna. Você sempre terá Deus ao seu lado, mas também precisa da companhia de outras pessoas que seguem a mesma jornada. Um pode ajudar o outro nos momentos difíceis. Por isso, procure fazer parte de um pequeno grupo de pessoas que queiram mudar de vida, renascer ou se converter dos seus erros a Deus. Você pode deixar de lado as organizações religiosas que, muitas vezes, querem dominar ou explorar as pessoas, mas não deve deixar a pequena igreja livre que pode existir em qualquer lugar, com qualquer número de pessoas, sem nenhum custo ou sacrifício. Essa é a forma que temos para evangelizar o mundo de verdade em pouco tempo, sem gastar rios de dinheiro.

 

Se onde você está, não existe um grupo assim, não importa. Você pode seguir o evangelho de Cristo sozinho. Talvez você esteja em um país, em uma cidade, onde não existe nenhum grupo de cristãos livres por perto. Que importa? Nada pode impedi-lo de ser um seguidor do evangelho puro e original. Mesmo sozinho, coloque os ensinos de Jesus Cristo em prática. As pessoas irão admirá-lo pela sua conduta diferente e vão querer ser igual a você. Com o tempo, haverá mais um, mais dois, três... Automaticamente, surgirá um núcleo de confraternização cristã onde você está. Seu coração poderá ser o solo onde a semente do evangelho puro irá germinar, crescer e dar muitos frutos. Depende de você. E lembre-se: esse novo núcleo não será meu e de mais ninguém nesse mundo. Ele será unicamente de Deus.

 

Autor: Maralvestos Tovesmar. Este texto está disponível nos termos da licença CC BY-NC-ND. Pode ser copiado e distribuído, informando o autor e o link seguinte, mas não pode ser modificado e nem comercializado. Data: 2013. Veja outras mensagens em http://livresdosfardosreligiosos.blogspot.com.br